Um Belo Sorriso

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Retração Gengival

Abril 16th, 2008 · No Comments

O que é retração gengival?

É o deslocamento da gengiva, provocando a exposição da raiz do dente. Isso pode ocorrer em um só dente ou em vários.

O que ocasiona essa retração?

A causa não é fácil de determinar. Existem várias hipóteses: traumatismo por escovação (fricção exagerada com escova de cerdas duras); inflamação da gengiva pela presença da placa bacteriana; trauma oclusal (forças excessivas sobre o dente causadas por má posição dentária ou por restaurações ©altasª); restaurações desadaptadas na região gengival; posição alta dos freios labiais e lingual; movimentos ortodônticos realizados de maneira incorreta; dentes apinhados (encavalados); pouca espessura do osso que recobre a raiz.

Por que nessa situação os dentes ficam mais sensíveis?

Devido à exposição da raiz, a camada que a reveste (cemento) desaparece, expondo a dentina, que é sensível. Bochechos com soluções fluoretadas podem amenizar o problema.

Tem relação com a idade?

Uma certa retração gengival generalizada é percebida com o passar dos anos e considerada normal. Algumas pessoas são mais susceptíveis que outras. A retração pode avançar em alguns períodos e, em outros, permanecer estacionária.

Existe tratamento?

Normalmente, o que se faz é evitar a evolução desse processo por intermédio de escovação adequada, limpeza profissional, ajuste oclusal, remoção de hábitos nocivos, remoção de excessos de materiais restau- radores, se houver, e, se for o caso, corrigir a má posição do dente com aparelho ortodôntico.

É possível recobrir a raiz novamente?

Sim, por intermédio de técnicas cirúrgicas utilizadas principalmente em retração de um ou no máximo dois dentes. São cirurgias de resultados não previsíveis, em que, em determinadas situações, vale a pena tentar. São feitas principalmente visando à estética.

Se não se fizer a cirurgia, pode-se perder o dente?

A retração, por si só, não provoca a perda do dente, desde que as causas sejam eliminadas e que não haja inflamação.

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Coroa para Dentes Anteriores

Abril 16th, 2008 · No Comments

O que é coroa?

É o nome que se dá a uma prótese que visa substituir a coroa de um dente natural que foi prejudicada em sua estrutura e em sua beleza.

É necessário afinar (desgastar) o dente para confeccionar uma coroa?

Sim. Somente dessa maneira se obtém espaço suficiente para a confecção de uma coroa semelhante à forma e ao tamanho de um dente natural.

Quais os tipos de materiais utilizados?

Resina acrílica e porcelanas. Para dar maior resistência, pode-se utilizar estruturas internas de metal (ligas de ouro ou ligas alternativas).

Qual a diferença entre resina e porcelana?

A resina é um material de manuseio mais simples que a porcelana. Apresenta um maior desgaste e, com o tempo, a alteração da cor também é maior. A porcelana apresenta maior dureza e estabilidade de cor e supre melhor o quesito estético.

Há riscos de fraturas?

A coroa artificial, quando bem executada, corre os mesmos riscos que os dos dentes naturais, estando exposta aos mesmos acidentes. Os cuidados devem ser iguais aos tomados com os dentes naturais.

É necessário tratar o canal de um dente que irá receber uma coroa?

Sempre que possível, deve-se evitar o tratamento de canal. Isso, em algumas situações, é necessário para que, dentro do canal tratado, seja instalado um pino metálico, a fim de aumentar a resistência do dente e para reter a coroa artificial.

Enquanto a prótese é confeccionada no laboratório, o que se usa sobre o dente desgastado?

Coroas provisórias de acrílico, que são executadas imediatamente e colocadas sobre o dente desgastado, suprindo as necessidades estéticas e funcionais. Essa coroa, depois, será removida e substituída pela chamada “definitiva”.

Como a coroa é fixada ao dente?

O próprio encaixe sobre o dente desgastado já é uma forma de retenção, que será melhorada com agentes cimentantes específicos que, além de aumentarem a retenção, irão promover o vedamento.

Qual o motivo do escurecimento próximo à gengiva?

Muitas vezes, esse escurecimento é causado pela transparência dos tecidos gengivais que, por serem finos, mostram a sombra de uma raiz escurecida. Outras vezes, é a cinta de metal que, por falha técnica, ficou visível, ou ainda porque houve um afastamento gengival expondo a área da emenda entre a coroa artificial e o dente.

Quanto tempo dura uma coroa?

A durabilidade dependerá, por parte do profissional, da acertada indicação, execução e escolha do material e, principalmente, por parte do paciente, através dos cuidados com a higienização e a utilização dessa prótese. Não existem prazos definidos de longevidade, por esta depender de inúmeros fatores.

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Tratamento ortodôntico em pacientes com problemas periodontais

Abril 4th, 2008 · No Comments

Meus dentes estão com mobilidade e mudando de posição rapidamente. Vários espaços estão aparecendo entre eles. Por que isso acontece?

Pequenas alterações no posicionamento dos dentes ocorrem durante toda a vida, sendo que as mais freqüentes são as rotações dentárias, a abertura de espaço entre os dentes e o apinhamento, principalmente no arco inferior. Esse processo, porém, é lento, mas a mudança rápida do posicionamento dentário pode ser decorrente de perdas dentárias ou processos patológicos como a doença periodontal, que pode ocorrer em indivíduos de qualquer idade, desde a adolescência.

Quais os sintomas dessa doença e como ela é causada?

Os sintomas primários da doença periodontal são o sangramento gengival durante a escovação e/ou mastigação, podendo aparecer também, conforme o processo patológico evolui, pus e mobilidade dentária. A causa da doença periodontal é multifatorial, ou seja, vários fatores contribuem para o seu aparecimento: má higiene, presença de placa bacteriana, fatores hereditários e baixa resistência imunológica.

Quais as conseqüências dessa doença?

A conseqüência mais grave é a perda óssea, minando o suporte dentário e, conseqüentemente, provocando mobilidade. A longo prazo, se a doença não for tratada, os dentes são perdidos.

É possível reposicionar os dentes com aparelhos ortodônticos quando se tem doença periodontal?

Sim, é possível, desde que alguns cuidados adicionais sejam tomados. No pedido da documentação ortodôntica, as radiografias periapicais da boca toda constituem o item de diagnóstico mais importante. Antes de qualquer intervenção ortodôntica, o paciente deve ser encaminhado ao periodontista para que sejam realizadas instrução de higiene, raspagem e curetagem gengival e, em determinados casos, até alguma intervenção cirúrgica. Feito isso, o tratamento ortodôntico poderá ter início, sendo que o paciente deverá realizar controles no periodontista em intervalos regulares de 3 a 4 meses durante o tratamento.

O movimento ortodôntico poderá causar maior perda óssea?

Não, desde que osso e gengiva sejam mantidos com saúde. O osso presente responde da mesma forma que em pacientes normais. Daí o controle periódico por parte do periodontista ser tão importante. Se for negligenciado esse aspecto e houver presença de inflamação durante a movimentação ortodôntica, aí então o processo de perda óssea será agravado.

Então não existem limitações nessa modalidade de tratamento?

Existem. Apesar de não ocorrerem perdas ósseas adicionais, o fato de apresentar suporte ósseo reduzido provoca sobrecarga de força no ápice da raiz durante a movimentação, predispondo o dente à reabsorção do ápice radicular. Para reduzir esses efeitos indesejados devem ser usadas forças leves na movimentação, deve-se aumentar o intervalo entre as ativações e evitar grandes movimentos de corpo, que ocorrem principalmente nos casos em que são planejadas extrações com futuro fechamento dos espaços.

Ao final do tratamento ortodôntico será necessário algum outro aparelho para estabilizar os resultados?

Sim, ao final do tratamento ortodôntico freqüentemente se usa um aparelho removível superior e um fio colado aos caninos inferiores. No caso de pacientes que apresentam perdas ósseas, essas contenções deverão ser permanentes, ou seja, para a vida toda, e os controles periódicos no periodontista devem continuar indefinidamente, pois a possibilidade de recorrência da doença permanece e pode ser evitada com esses cuidados.

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Prevenção do Câncer Bucal

Março 26th, 2008 · No Comments

O câncer de boca ocupa uma posição de destaque entre os tumores malignos do organismo devido a sua relativa incidência e mortalidade. A prevenção e o diagnóstico precoce podem ser realizados pelo cirurgião-dentista através dos seguintes procedimentos: correto exame clínico; afastamento dos fatores co-carcinógenos; diagnóstico e tratamento das lesões cancerizáveis; exames complementares (principalmente biópsia e citologia exfoliativa) e orientação e estimulação ao auto-exame.

O que são e quais são os fatores co-carcinógenos?

São fatores que predispõem o paciente a desenvolver um tumor maligno; na boca, podemos citar principalmente o etilismo (álcool) e o tabagismo (cigarro, cachimbo etc.), as condições precárias de higiene (dentes quebrados, raízes residuais, tártaro etc.) e as próteses inadequadas ou em más condições (dentaduras e pontes fraturadas ou que causam algum ferimento).

O que são lesões cancerizáveis?

São enfermidades bucais que, quando não tratadas, podem evoluir para um câncer.

O que causa o câncer oral?

A etiologia é desconhecida, porém, alguns fatores são relacionados ao aparecimento dessas lesões. Os principais são: tabagismo, etilismo, traumatismos mecânicos e, nos cânceres de lábio inferior, também pode-se citar os raios solares.

Como o cigarro atua?

Durante o ato de fumar, são liberadas inúmeras substâncias químicas junto à fumaça, algumas reconhecidamente cancerígenas. Outra ação seria o calor produzido principalmente pelo cachimbo.

Como se faz o auto-exame e o que procurar?

Diante do espelho, com uma boa iluminação, deve-se inspecionar e palpar todas as estruturas bucais e do pescoço. Durante o auto-exame, os principais indícios a serem observados são: feridas que permanecem na boca por mais de 15 dias, caroços (principalmente no pescoço e embaixo do queixo), súbita mobilidade dental, sangramento, halitose, endurecimento e ou perda de mobilidade da língua. É importante frisar que a dor pode ser um sinal de lesão avançada.

Qual o perfil do paciente com câncer bucal e qual a região mais atingida?

Geralmente são homens (86,07%), com idade entre 45 e 55anos, brancos (84,84%) e tabagistas (95,08%). A região da boca mais atingida é a língua, seguida do assoalho bucal e lábio inferior.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é simples. Após o exame clínico, o profissional, suspeitando de um tumor maligno, realiza uma biópsia, que consiste na remoção de um pequeno fragmento da lesão para posterior exame microscópico.

Como é feito o tratamento?

O tratamento pode ser realizado através de cirurgia, radioterapia e quimioterapia, podendo ser associados ou não.

Existe cura para o câncer?

Sim, e quanto mais cedo for diagnosticado (diagnóstico precoce), maiores são as chances de cura, sendo as seqüelas menores e, portanto, maior a qualidade de vida.

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O uso racional de creme dental na infância

Março 25th, 2008 · No Comments

Como devo realizar a higiene bucal do meu filho?

O modo de higienização bucal dependerá da idade do seu filho. No recém-nascido, a limpeza deve ser realizada com uma gaze ou fralda embebida de água filtrada, a fim de remover os resíduos do leite. Com o surgimento dos primeiros dentes, deve-se utilizar uma escova dental infantil sem creme dental ou pasta dental sem flúor.

Qual o creme dental que se deve usar?

A pasta de dente com flúor (vide na embalagem do produto) só poderá ser utilizada quando a criança souber cuspir completamente o seu excesso, ou seja, por volta dos três ou quatro anos de idade. Antes disso, só a pasta sem flúor.

Qual a quantidade de pasta que deve ser colocada na escova?

Embora, hoje, na mídia, a publicidade dos cremes dentais orientem, erroneamente, o modo de colocação da pasta no sentido logitudinal (escova amarela), o ideal é o uso da técnica transversal, ou seja, a quantidade de um grão de ervilha (escova rosa). Além disso, recomenda-se manter as pastas fora do alcance das crianças e a supervisão dos responsáveis durante a escovação dos filhos, pois as pastas comercializadas, atualmente, contêm sabores atrativos às crianças, estimulando a sua ingestão.

Qual a ação do flúor nos dentes?

O flúor é utilizado como agente terapêutico na prevenção da cárie dentária; graças ao seu uso, houve um declínio na prevalência da doença cárie. Porém, com a ingestão de flúor em excesso, vem-se aumentando, significativamente, a fluorose.

O que é a fluorose? Como ela se manifesta?

A fluorose dentária é um defeito qualitativo do esmalte dental, devido ao aumento da ingestão de flúor durante a fase de formação dos dentes. Com a ampla distribuição e consumo de flúor, através de várias fontes, como água, sal, sucos, refrigerantes, cereais matinais, salgadinhos, vitaminas e medicamentos com flúor, pasta dental, bochechos e aplicação tópica de flúor, surge também a grande preocupação da alta ingestão de concentração de flúor, durante a formação dos dentes, o que acarreta a fluorose. Esta pode se manifestar desde seu grau mais leve, em linhas ou manchas brancas até um grau mais avançado, em que ocorrem manchas amarronzadas e a perda de porções de esmalte dental.

Que tipo de flúor o meu filho deve utilizar?

O cirurgião-dentista analisará criteriosa e individualmente as fontes de ingestão de flúor e o risco da doença cárie, podendo, assim, orientar ao responsável o método mais seguro e racional do flúor para a prevenção da cárie e da fluorose dentária.

ORIENTAÇÕES SUGERIDAS POR PRISCILLA TORRES TAGAWA - Especialista
em Odontopediatria; Mestranda do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade
de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual Paulista.

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